terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
música: lucia's glowstick
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voz de ikram lucia basi
texto de karin boye
Ja visst gör det ont när knoppar brister.
Varför skulle annars våren tveka?
Varför skulle all vår heta längtan
bindas i det frusna bitterbleka?
Höljet var ju knoppen hela vintern.
Vad är det för nytt, som tär och spränger?
Ja visst gör det ont när knoppar brister,
ont för det som växer
och det som stänger.
Ja nog är det svårt när droppar faller.
Skälvande av ängslan tungt de hänger,
klamrar sig vid kvisten, sväller, glider -
tyngden drar dem neråt, hur de klänger.
Svårt att vara oviss, rädd och delad,
svårt att känna djupet dra och kalla,
ändå sitta kvar och bara darra -
svårt att vilja stanna
och vilja falla.
Då, när det är värst och inget hjälper,
Brister som i jubel trädets knoppar.
Då, när ingen rädsla längre håller,
faller i ett glitter kvistens droppar
glömmer att de skrämdes av det nya
glömmer att de ängslades för färden -
känner en sekund sin största trygghet,
vilar i den tillit
som skapar världen.
ENGLISH
segunda-feira, 18 de abril de 2011
música: desperta
Voz de frau Mari Von Zuben, piano de signor Giancarlo Staffetti
quais olhos
me cercam como um papel de parede
estampado de hibiscos
me embrulham, rasgados, rabiscos
pintam a minha casa;
enlaço um acaso na nuca
atraso um pouco, chego quase agora,
- tua boca é uma flor -
na nuca a unha o dente na carne crua: logo de manhã!
Desperta!
Acorda! a lua tua vida muda minha sua
Rasga os meus olhos também!
Me sangra o rosto com a tua boca!
finge que o lábio que eu tenho é o mesmo lábio que tu tem;
Desperta!
quais olhos
me cercam como um papel de parede
estampado de hibiscos
me embrulham, rasgados, rabiscos
pintam a minha casa;
enlaço um acaso na nuca
atraso um pouco, chego quase agora,
- tua boca é uma flor -
na nuca a unha o dente na carne crua: logo de manhã!
Desperta!
Acorda! a lua tua vida muda minha sua
Rasga os meus olhos também!
Me sangra o rosto com a tua boca!
finge que o lábio que eu tenho é o mesmo lábio que tu tem;
Desperta!
terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
anton webern
quando eu era criança bem criança
e ouvia o trem passando
ecoando o silêncio da madrugada
ressoando no nada o trilho metal contra metal
eu pensava que era deus tocando flauta
agora nesse mato seco
esplanada
eu vejo cada estrela
o céu nunca nubla
cada estrela tem um som
e eu penso: Anton Webern
e ouvia o trem passando
ecoando o silêncio da madrugada
ressoando no nada o trilho metal contra metal
eu pensava que era deus tocando flauta
agora nesse mato seco
esplanada
eu vejo cada estrela
o céu nunca nubla
cada estrela tem um som
e eu penso: Anton Webern
domingo, 3 de abril de 2011
bicicletas
as bicicletas nas paredes as bicicletas na calçada as bicicletas debaixo da bunda deles
as bicicletas
as bicicletas voam
quinta-feira, 24 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
como começar contudo
como trazer do silêncio e ler, do ar vazio
um pedaço de poeira que dança
e fazer palavra - a porta bate.
há vácuo, aumento súbito de pressão num quarto trancado
do tamanho dum quarto trancado um som, uma barra de aço e o céu detrás
explode e devasta o nada
como começar contudo, nonada
eu não lembro de nada do meio
mas como começar contudo, nonada
como começar a história 'a história'
ou deitado he lay flat on the ground.
quando eu sair daqui - começar como
como começar errado, já trancado
:eu estou trancado. a porta abre
a porta fecha
comecei mal.
tudo é estático e venta
como começar história se não tem história do vento
como começar contudo do vento
como começar o tempo e o vento
venta vento
escreve escriba
e o teu sensível dá nó dá nó sensível nó nomeia prado nomeia morro nomeia eu no meio danço e quem dança, a bailarina trôpega e bêbada já no fim da madrugada dança triste porém dança, contudo dança o salão alumiado de breve dança como se adiantasse algo que fosse, danço eu o salão é vazio, sem música, a música é colocada depois no estúdio mas ela dança sozinha e depois que ela dança o vento continua sendo nada o vácuo bateu a porta enquanto ela dançava mas ela não ouviu bateu bem devagar.
a bailarina bêbada tropeça num compasso sete por oito, eu já esperava
e aí ela dissolveu no ar
espedaçou-se em um tantão de pedaço de poeira viva
imagina agora um sol quentinho meio frio de seis horas da manhã
uma casa antiga belle epoque, um chão xadrez branco e preto, o alto de um morro, o monte serrat. que escritor horrível eu sou.
como trazer do silêncio e ler, do ar vazio
um pedaço de poeira que dança
e fazer palavra - a porta bate.
há vácuo, aumento súbito de pressão num quarto trancado
do tamanho dum quarto trancado um som, uma barra de aço e o céu detrás
explode e devasta o nada
como começar contudo, nonada
eu não lembro de nada do meio
mas como começar contudo, nonada
como começar a história 'a história'
ou deitado he lay flat on the ground.
quando eu sair daqui - começar como
como começar errado, já trancado
:eu estou trancado. a porta abre
a porta fecha
comecei mal.
tudo é estático e venta
como começar história se não tem história do vento
como começar contudo do vento
como começar o tempo e o vento
venta vento
escreve escriba
e o teu sensível dá nó dá nó sensível nó nomeia prado nomeia morro nomeia eu no meio danço e quem dança, a bailarina trôpega e bêbada já no fim da madrugada dança triste porém dança, contudo dança o salão alumiado de breve dança como se adiantasse algo que fosse, danço eu o salão é vazio, sem música, a música é colocada depois no estúdio mas ela dança sozinha e depois que ela dança o vento continua sendo nada o vácuo bateu a porta enquanto ela dançava mas ela não ouviu bateu bem devagar.
a bailarina bêbada tropeça num compasso sete por oito, eu já esperava
e aí ela dissolveu no ar
espedaçou-se em um tantão de pedaço de poeira viva
imagina agora um sol quentinho meio frio de seis horas da manhã
uma casa antiga belle epoque, um chão xadrez branco e preto, o alto de um morro, o monte serrat. que escritor horrível eu sou.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
remodelagem das travessias da avenida dois/pça henfil/roxo
atravessei a rua tropecei no meio fio olhei prum lado o outro olhei não
molhei o pé na tampa do bueiro que era mais baixa do que o recém concretado novo nível no vêio velho do chão de concreto calçada molhei o pé não porque estava descalçado chovia tanto que me encharcou e então esmaeci.
lívido, livo, liver, livro, leave listo morri no meio-fio branco e preto um fio inteiro trançado à mão, um filme inteiro lançado ao chão, descortinando no chão, o chão, o chão de pedra moída, o chão de brita, o chão de brilho o chão delito um fio inteiro feito à mão um meio de caminho um meio de comunicação é um fio esticado duas latas de ervilha um chão um fio liga à outro fio um pai e um irmão um meio fio tropeça alguém sem nadie morre no meio fio, concussão;
E NA MÃO UMA FOLHA LIA:
Ah! Perfídia! PERFÍDIA DO AMARAL<>23 ANOS AO MORRER
Nº de tombo - B869.35 R354v
molhei o pé na tampa do bueiro que era mais baixa do que o recém concretado novo nível no vêio velho do chão de concreto calçada molhei o pé não porque estava descalçado chovia tanto que me encharcou e então esmaeci.
lívido, livo, liver, livro, leave listo morri no meio-fio branco e preto um fio inteiro trançado à mão, um filme inteiro lançado ao chão, descortinando no chão, o chão, o chão de pedra moída, o chão de brita, o chão de brilho o chão delito um fio inteiro feito à mão um meio de caminho um meio de comunicação é um fio esticado duas latas de ervilha um chão um fio liga à outro fio um pai e um irmão um meio fio tropeça alguém sem nadie morre no meio fio, concussão;
E NA MÃO UMA FOLHA LIA:
Ah! Perfídia! PERFÍDIA DO AMARAL<>23 ANOS AO MORRER
Nº de tombo - B869.35 R354v
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
gá
o poeta silencia:
palavras são só ensaios pra flauta e fagote
num mundo mahleriano de sinfonia
o poeta quase rima
e emite a nota fiscal;
a lista de compras sua no bolso de trás
sal
o poeta dorme a sesta
embaixo da mesa de centro
o poeta é uma bomba de pimentão assado
uma pedra que quebra a janela do banco do brasil
vários poetas tarados
palavras são só ensaios pra flauta e fagote
num mundo mahleriano de sinfonia
o poeta quase rima
e emite a nota fiscal;
a lista de compras sua no bolso de trás
sal
o poeta dorme a sesta
embaixo da mesa de centro
o poeta é uma bomba de pimentão assado
uma pedra que quebra a janela do banco do brasil
vários poetas tarados
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
beduíno
eu sou um beduíno;
errando pelo caminho.
o erro é a única saída da realidade, um tropeço e você cai num lugar que não é mais o mesmo.
muita pieguice esse negócio de colocar ensinamentos num blogspot.
errando pelo caminho.
o erro é a única saída da realidade, um tropeço e você cai num lugar que não é mais o mesmo.
muita pieguice esse negócio de colocar ensinamentos num blogspot.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
carros japoneses (toyota etc
um pouco de ar fresco invade os pulmões de quem se deixa inflar um pouco
um pouco tanto dispersa acorde agora veja a aula a cadeira carteira fórmica branca azulada te mande um beijo um tanto quanto pouco
um brinco pérola uma pomba uma outra pomba paloma juntas acordam agora arrulhando a janela de alumínio branco azulado
um céu azulado tanto quanto uma pomba acordada inflada de ar atmosférico termoesférico acordado.
um tchau da janela um pedaço de planta arrancada do vaso um tanto quanto um mato um naco ar fresco venta forte é quente noroestão deixa inflar um pouco a casa.
acordo às trÊs da tarde aos berros as buzinas em cânones da avenida um coral acordes urbanos um tanto quanto exótico
E EU NADA
um pouco tanto dispersa acorde agora veja a aula a cadeira carteira fórmica branca azulada te mande um beijo um tanto quanto pouco
um brinco pérola uma pomba uma outra pomba paloma juntas acordam agora arrulhando a janela de alumínio branco azulado
um céu azulado tanto quanto uma pomba acordada inflada de ar atmosférico termoesférico acordado.
um tchau da janela um pedaço de planta arrancada do vaso um tanto quanto um mato um naco ar fresco venta forte é quente noroestão deixa inflar um pouco a casa.
acordo às trÊs da tarde aos berros as buzinas em cânones da avenida um coral acordes urbanos um tanto quanto exótico
E EU NADA
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
poeminha
Do infinito a um ponto qualquer
Me esgueirando entre frestas em suas roupas
Florestas de nuvens e jovens moças,
Me recordando do desejo de esquecer.
Meu coração sangra por ti
De sangue encarnado como teus cabelos
Emolduram teu rosto os meus desejos
De ternura ou indecência.
Durante as noites mal dormidas
De insônia eu te chamava em várias línguas
Versando palavra por palavra, em vão desespero,
Minh’alma pela metade; dando-me por inteiro.
Me esgueirando entre frestas em suas roupas
Florestas de nuvens e jovens moças,
Me recordando do desejo de esquecer.
Meu coração sangra por ti
De sangue encarnado como teus cabelos
Emolduram teu rosto os meus desejos
De ternura ou indecência.
Durante as noites mal dormidas
De insônia eu te chamava em várias línguas
Versando palavra por palavra, em vão desespero,
Minh’alma pela metade; dando-me por inteiro.
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