jantei um omelete de ovos envenenados na beirada da janela
esperando pra cair na varanda
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
como vai tudo bem
como vai tudo bem
como vai bem obrigado só queria que tudo fosse um pouco mais alto a little bit louder mentira que eu queria tudo alto pra caralho but i don't have a good sound system anyways i wanted the guitar to be louder and muffle the carpet and not the opposite eu queria que o wagner tivesse escrito tudo em fortíssimo só agora e morra isolda morra
como vai bem obrigado só queria que tudo fosse um pouco mais alto a little bit louder mentira que eu queria tudo alto pra caralho but i don't have a good sound system anyways i wanted the guitar to be louder and muffle the carpet and not the opposite eu queria que o wagner tivesse escrito tudo em fortíssimo só agora e morra isolda morra
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
santos é uma cidade cansada da discussão terminando o último copo antes de ir pra casa.
uma cidade sem argumento, utilitária e absurda ao mesmo tempo.
espalha os braço num vento fedido
santos tempo
santos um abraço macio e te cospe na cabeça.
uma ilha de antes que eu me esqueça
ruidoso vulcão duro emergindo lutando contra o brasil e o oceano ao mesmo tempo; santos tempo
uma cidade sem argumento, utilitária e absurda ao mesmo tempo.
espalha os braço num vento fedido
santos tempo
santos um abraço macio e te cospe na cabeça.
uma ilha de antes que eu me esqueça
ruidoso vulcão duro emergindo lutando contra o brasil e o oceano ao mesmo tempo; santos tempo
sábado, 9 de julho de 2011
mil aparições negras esguias se arrastam
velam o meu sono
o rosto de aparição católica de cerâmica fria aprece estampado em todos os nós de madeira de cada porta e cada móvel cada estalo do andar
em cada canto que o olho não alcança um corpo morto enforcado
anjos de granito verde escuro me embalam
mil pessoas mortas em volta do meu leito todas de pé me encaram do centro de suas sombras
barulho de moto e riso são cartas desmanchadas no leite eterno da mãe celeste
a perfeição que amedronta e atormenta
um jogo de lembranças
mil aparições católicas deslumbrantes num choque de abrir a janela o alumínio frio e são francisco de assis
um aquário de peixes entumecidos de prata líquida e algodão todo eles recitam:
"moça estuprada pelo vento que sai de mim"
camponesa
velam o meu sono
o rosto de aparição católica de cerâmica fria aprece estampado em todos os nós de madeira de cada porta e cada móvel cada estalo do andar
em cada canto que o olho não alcança um corpo morto enforcado
anjos de granito verde escuro me embalam
mil pessoas mortas em volta do meu leito todas de pé me encaram do centro de suas sombras
barulho de moto e riso são cartas desmanchadas no leite eterno da mãe celeste
a perfeição que amedronta e atormenta
um jogo de lembranças
mil aparições católicas deslumbrantes num choque de abrir a janela o alumínio frio e são francisco de assis
um aquário de peixes entumecidos de prata líquida e algodão todo eles recitam:
"moça estuprada pelo vento que sai de mim"
camponesa
sábado, 18 de junho de 2011
t:
-ele não mora mais aqui faz tempo tá grandinho
queria eu ser homem grandinho! eu lhe telefono para oferecer serviços, quisera eu oferecer saudades! quisera eu poder ser vaidosa meu uniforme é cinza! queria uma modinha serenata na minha janela palacete colonial quisera eu trabalho de noite e volto pro meu apartamento no BNH quisera eu! quisera! maquiagem rosa forte
queria eu ser homem grandinho! eu lhe telefono para oferecer serviços, quisera eu oferecer saudades! quisera eu poder ser vaidosa meu uniforme é cinza! queria uma modinha serenata na minha janela palacete colonial quisera eu trabalho de noite e volto pro meu apartamento no BNH quisera eu! quisera! maquiagem rosa forte
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
sartre nos visita no meio da madrugada (monólogo de um abujamra jovem)
noites frias em que masturbo até secar
noites frias nas quais sair das cobertas é de novo um novo parto ser expelido no frio do mundo berro alto e choro, esperneio e me conformo;
todo mundo só quer um aconchego
todo mundo só quer um pouco de carinho
noites frias nas quais sair das cobertas é de novo um novo parto ser expelido no frio do mundo berro alto e choro, esperneio e me conformo;
todo mundo só quer um aconchego
todo mundo só quer um pouco de carinho
domingo, 1 de maio de 2011
santos
construam por sobre a terra de santos
quantas lápides quiserem
as mais altas, ver qual terra morre mais
Em Santos não existe mais chão
Santos um grande cemitério, o cemitério dos santos todos unidos
onde se enterra presidentes, advogados do largo de são francisco
enterra-se livros
enterra-se em santos todos os que ali mesmo morrem sufocados
santos santos terra sem nada um grito que não ressoa uma ressonância sem grito santos dos comunistas mortos e dos quase ricos
cidade sem sotaque
sem cinema mais nenhum.
quantas lápides quiserem
as mais altas, ver qual terra morre mais
Em Santos não existe mais chão
Santos um grande cemitério, o cemitério dos santos todos unidos
onde se enterra presidentes, advogados do largo de são francisco
enterra-se livros
enterra-se em santos todos os que ali mesmo morrem sufocados
santos santos terra sem nada um grito que não ressoa uma ressonância sem grito santos dos comunistas mortos e dos quase ricos
cidade sem sotaque
sem cinema mais nenhum.
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
música: lucia's glowstick
baixar
voz de ikram lucia basi
texto de karin boye
Ja visst gör det ont när knoppar brister.
Varför skulle annars våren tveka?
Varför skulle all vår heta längtan
bindas i det frusna bitterbleka?
Höljet var ju knoppen hela vintern.
Vad är det för nytt, som tär och spränger?
Ja visst gör det ont när knoppar brister,
ont för det som växer
och det som stänger.
Ja nog är det svårt när droppar faller.
Skälvande av ängslan tungt de hänger,
klamrar sig vid kvisten, sväller, glider -
tyngden drar dem neråt, hur de klänger.
Svårt att vara oviss, rädd och delad,
svårt att känna djupet dra och kalla,
ändå sitta kvar och bara darra -
svårt att vilja stanna
och vilja falla.
Då, när det är värst och inget hjälper,
Brister som i jubel trädets knoppar.
Då, när ingen rädsla längre håller,
faller i ett glitter kvistens droppar
glömmer att de skrämdes av det nya
glömmer att de ängslades för färden -
känner en sekund sin största trygghet,
vilar i den tillit
som skapar världen.
ENGLISH
segunda-feira, 18 de abril de 2011
música: desperta
Voz de frau Mari Von Zuben, piano de signor Giancarlo Staffetti
quais olhos
me cercam como um papel de parede
estampado de hibiscos
me embrulham, rasgados, rabiscos
pintam a minha casa;
enlaço um acaso na nuca
atraso um pouco, chego quase agora,
- tua boca é uma flor -
na nuca a unha o dente na carne crua: logo de manhã!
Desperta!
Acorda! a lua tua vida muda minha sua
Rasga os meus olhos também!
Me sangra o rosto com a tua boca!
finge que o lábio que eu tenho é o mesmo lábio que tu tem;
Desperta!
quais olhos
me cercam como um papel de parede
estampado de hibiscos
me embrulham, rasgados, rabiscos
pintam a minha casa;
enlaço um acaso na nuca
atraso um pouco, chego quase agora,
- tua boca é uma flor -
na nuca a unha o dente na carne crua: logo de manhã!
Desperta!
Acorda! a lua tua vida muda minha sua
Rasga os meus olhos também!
Me sangra o rosto com a tua boca!
finge que o lábio que eu tenho é o mesmo lábio que tu tem;
Desperta!
terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
anton webern
quando eu era criança bem criança
e ouvia o trem passando
ecoando o silêncio da madrugada
ressoando no nada o trilho metal contra metal
eu pensava que era deus tocando flauta
agora nesse mato seco
esplanada
eu vejo cada estrela
o céu nunca nubla
cada estrela tem um som
e eu penso: Anton Webern
e ouvia o trem passando
ecoando o silêncio da madrugada
ressoando no nada o trilho metal contra metal
eu pensava que era deus tocando flauta
agora nesse mato seco
esplanada
eu vejo cada estrela
o céu nunca nubla
cada estrela tem um som
e eu penso: Anton Webern
domingo, 3 de abril de 2011
bicicletas
as bicicletas nas paredes as bicicletas na calçada as bicicletas debaixo da bunda deles
as bicicletas
as bicicletas voam
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